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  • Camila, @BrasileirasdoMundo

Jennifer Castro, Panamá 🇵🇦


Brasileiras do Mundo: Quando e por que você decidiu morar no exterior?


Jennifer: Em 2014 minha filha nasceu e ao voltar da licença maternidade eu fui desligada da empresa onde eu estava (eu trabalhava em uma multinacional em São Paulo). Logo após o desligamento eu já comecei a buscar trabalho na minha área. Eu sou Consultora de Recrutamento e Seleção, e por isso, eu sabia exatamente onde buscar vagas no Brasil e no exterior também.

Morar fora do Brasil sempre foi um sonho meu e do meu marido, então comecei a buscar todos os dias vagas no LinkedIn, apesar de já saber que uma posição com expatriação para os Estados Unidos seria praticamente impossível. Foi então que um dia buscando vagas eu me deparei com uma vaga na minha área, no Panamá. A posição exigia Inglês, Espanhol e Português fluentes e eu tenho estes requisitos. Me candidatei sem pensar duas vezes e em dois dias eu estava aprovada para a vaga, com uma oferta para o Panamá nas mãos. Foi o processo seletivo mais rápido da minha vida! E eu tive que tomar uma decisão – em horas – se ia me mudar ou não.


Este ano completaremos 7 anos de Panamá. E, de verdade, quem não conhece tem que conhecer! Panamá não é só uma conexão.

Pois bem, com a cara e a coragem, decidimos mudar de país, sem conhecer nada do Panamá, sem conhecer ninguém e em um trabalho totalmente novo. Minha filha tinha apenas 9 meses. No início parecia uma loucura, mas depois percebemos que tinha sido a melhor decisão das nossas vidas.

Este ano completaremos 7 anos de Panamá. E, de verdade, quem não conhece tem que conhecer! Panamá não é só uma conexão.


BDM: Quais as maiores dificuldades que você encontrou no seu país de destino?



J: Estar em um país diferente (que nunca tínhamos visitado antes), com um idioma diferente, em um trabalho novo e com um bebê de 9 meses já são desafios suficientes. Mas a maior dificuldade no início foi a adaptação e o sentimento de estar tão longe da família. Depois disso, fomos nos adaptando e percebendo que sentíamos também falta de outras coisas, como a culinária brasileira, serviços em geral e das facilidades que só o nosso país tem. Mas, de verdade, nada que fosse muito chocante. Nos adaptamos muito bem aqui.

BDM: Do que mais sente saudade no Brasil?


J: A culinária é algo que sentimos muita falta, além de qualidade nos serviços em geral, e claro, da família. Além disso, quando você está longe do seu país você começa a enxergar coisas que jamais você enxergaria. Hoje damos muito valor ao Brasil, a nossa cultura, facilidade de morar em uma cidade como São Paulo, por exemplo. Tudo isso pesa, mas no fim das contas é uma saudade saudável, e sempre que podemos voltamos para visitar família e amigos.

BDM: Quais são as coisas das quais você mais se orgulha?


Acho que todos estes anos foram fundamentais para meu crescimento pessoal e profissional. Sinto muito orgulho da mulher que me tornei.

J: Eu me orgulho da coragem que tive ao sair do Brasil e vir para o Panamá, um país que quase ninguém conhecia (muitas pessoas ainda não conhecem). Orgulho da minha carreira, porque eu vim pelo meu trabalho e não pelo meu marido) - e entendo que isso é a exceção e não a regra. Me sinto muito orgulhosa de ser mulher, mãe, esposa e profissional. Isso prova, pra mim, e para outras mulheres também, que podemos ser e fazer o que quisermos!


Também sinto orgulho de proporcionar pra minha filha uma cultura diferente e mais dois idiomas pro vocabulário dela (a escola dela aqui é bilíngue, Espanhol / Inglês). Sinto orgulho de não ter medo da mudança, do novo, de ficar longe da minha base. Acho que todos estes anos foram fundamentais para meu crescimento pessoal e profissional. Sinto muito orgulho da mulher que me tornei.

BDM: Dicas para mulheres que pensam em sair do Brasil?





J: Se for seguro, se for planejado e se for um desejo, não desistam. Não vai ser fácil, mas é muito gratificante. É restaurador! É muito bom olhar para nós depois de uma mudança e ver o quão forte nós somos.


A Jennifer está no Instagram como @jennifercastrof.

* Todas as histórias publicadas aqui são reais e oferecidas pelas entrevistadas de forma voluntária. O Brasileiras do Mundo não se responsabiliza pelo conteúdo dos depoimentos.