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  • Foto do escritorCamila, @BrasileirasdoMundo

Diana Ribeiro, Estados Unidos ūüáļūüáł


Brasileiras do Mundo: Quando e por que você decidiu morar no exterior?

Diana: A vontade de morar no exterior nasceu há alguns anos e, juntamente com meu marido, viemos nos preparando para uma imigração e oportunidades que viessem a surgir. Mas foi em 2019 que as oportunidades surgiram mais concretas e, no final do ano, aceitamos uma proposta de transferência feita pelo grupo do meu marido. Deixando claro que surgiu para ele, assim como poderia ter surgido para mim, pois a questão de gênero nunca foi uma barreira e ambos aceitariam a proposta de emprego para o primeiro que surgisse - e este assumiria a responsabilidade de arcar com as despesas da casa sozinho em um primeiro momento.

A decis√£o de morar no exterior n√£o foi por quest√Ķes profissionais ou n√≠veis salariais, mas sim por querer buscar viver em um pa√≠s com qualidade de vida melhor do que o Brasil, com mais seguran√ßa e uma diferen√ßa social menor, de forma que cri√°ssemos nossa familia em um ambiente mais seguro e confi√°vel.


Nos mudamos para os Estados Unidos em fevereiro de 2020. Após dar entrada no país, para conseguir trabalhar com o visto que eu tenho, eu tive que dar entrada em uma Autorização de Emprego que demora cerca de 3 a 6 meses para obter (para nossa sorte, o meu saiu em 2 meses). Demorei mais 1 mês e meio para conseguir um emprego e comecei a trabalhar após o 5 mês nos Estados Unidos (o que de fato não tenho o que reclamar), mas que foi desafiante visto que, desde o inicio, o trabalho já foi Home Office, decorrente da pandemia.


BDM: Quais as maiores dificuldades que você encontrou no seu país de destino?

D: As maiores dificuldades que encontrei at√© o momento foi de fato trabalhar em outra lingua e ser reconhecida como uma boa profissional, mesmo n√£o conseguindo ter o mesmo poder de argumenta√ß√£o da sua l√≠ngua nativa. √Č ser vista como qualificada, mesmo que n√£o tenha as melhores palavras para se expressar. √Č conseguir se encaixar bem em um mercado estrangeiro. E para completar, enfrentar um mundo em pandemia e quarentena ap√≥s 1 m√™s de mudan√ßa. √Č n√£o poder desbravar o desconhecido mesmo com vontade e √© n√£o poder receber fam√≠lia e amigos, n√£o poder visitar o Brasil e ser afetado psicologicamente em um lugar que n√£o conhece quase ningu√©m nem o sistema de sa√ļde.


BDM: Quais são as coisas das quais você mais se orgulha?



Me orgulho de hoje podermos dizer que realizamos um sonho e que de fato temos uma melhor qualidade de vida

D: Mesmo com tudo isso, me orgulho muito de ter chegado onde chegamos, com empregos em boas empresas e cargos equivalentes ao que tínhamos no Brasil em um mundo que a referência é americana. Me orgulho de hoje podermos dizer que realizamos um sonho e que de fato temos uma melhor qualidade de vida e que esperamos poder passar isso para a nossa futura geração, conseguindo cumprir outros desafios que ainda estão por vir e conseguindo realizar outros sonhos (ainda existe o passo de obtenção do Green Card, por exemplo).



BDM: Dicas para mulheres que pensam em sair do Brasil?

D: As dicas que eu tenho para as mulheres que desejam sair do pa√≠s √©: estude muito a l√≠ngua do pa√≠s que deseja morar, conhe√ßa a cultura e analise se voc√™ se encaixa, se √© um pa√≠s ‚Äúlivre‚ÄĚ de preconceito, que estimule a diversidade, e nunca se ache inferior por ser mulher: voc√™ pode, voc√™ consegue!


* Todas as hist√≥rias publicadas aqui s√£o reais e oferecidas pelas entrevistadas de forma volunt√°ria. O Brasileiras do Mundo n√£o se responsabiliza pelo conte√ļdo dos depoimentos.


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